Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Violência nocturna

Decidi, a pedido de muitas famílias, voltar a postar. Não é uma decisão tomada de ânimo leve, até porque este regresso pode criar nos meus 3 leitores alguma esperança de que ele seja definitivo.
Não me motiva qualquer desejo humorístico nem pretendo fazer deste post uma piada. Serve sim para partilhar o nojo que sinto de cada vez que vejo este vídeo:



Os limites da barbaridade humana foram mais uma vez ultrapassados, com câmaras, com testemunhas, com seguranças...com seguranças....
Conheço um rapaz que por ter desviado a mão de um segurança que o ia agarrar numa discoteca acabou sovado por dois deles. Aparentemente, esta é também uma classe que, à imagem dos inomináveis do vídeo, só ataca em bando.
Desejo sinceramente, com toda a decência que me resta depois de ver o vídeo, que a matilha que atacou aquele rapaz (que não sei se era bom, mau, ladrão ou vigarista - sei que era só UM) seja encontrada, na sua totalidade, dentro de uma reservatório de ácido sulfúrico. No entanto, gostaria que o último individuo, que pautou pela persistência, escapasse ao reservatório de ácido sulfúrico para ser antes entregue à vontade popular. Talvez assim ele percebesse o que é ser UM contra TODOS. E talvez (talvez...) vivesse para contar aos netos (se tivesse, após o linchamento, mantido a faculdade de comunicar) o que de bom retirou dessa experiência.
Urge tomar medidas para evitar situações destas. Este vídeo não é apenas o retrato mórbido de uma juventude criminosa, é também a prova de que a criminalidade violenta em Portugal está a aumentar, principalmente nas camadas mais jovens e mais radicais.
Preocupa-me o futuro de Portugal...acredito que estes marginais de hoje serão a base de crescimento de partidos político extremistas, tanto de esquerda como de direita.
As europeias lançaram o mote, a extrema-direita cresceu. Vamos tomar medidas que previnam estas radicalizações, ou vamos assistir de braços cruzados ao esmorecer de toda uma luta pelos direitos humanos, pela Igualdade e pela Liberdade?
Amanhã pode já ser tarde demais...

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Epá, ando muito ocupado e tal...

Pois, pois, pois, torna-se hábito eu começar os artigos com desculpas para a minha ausência.
Enfim, é a vida, direi eu.
Neste meio-tempo, muita água correu por baixo da ponte, que é como quem diz, assunto não faltou. O que também não faltou, infelizmente, foi preguiça.
Para este regresso (que já se antevê enfadonho), escolhi como tema a Corrida à Casa Branca.
Entre Obama e McCain, nunca tive dúvidas de quem ganharia: é do conhecimento geral que, no que toca a corridas, ninguém leva à palma aos Quenianos.
O grande ponto de viragem na corrida a favor de Obama foi, na minha opinião, a escolha de Sarah Palin como Vice-Presidente por Mccain. Ora vejamos o porquê:

"Pelo menos não é a Hillary"

-O senhor está velhote;
- É adepto das políticas de Bush, o que resultaria, qualquer dia, numa sapatada, com resultados catastróficos para o seu coração envelhecido;
- Não seria de estranhar que não acabasse o primeiro mandato pelo que Sarah Palin seria promovida a Presidente;
-E isso seria muito mau.

Mau? Mas mau porquê? Bem, Sarah Palin, enquanto Mayor de Wasilla, Alasca, respondeu desta maneira a um vereador que estava a levantar objecções a um investimento da Câmara na ordem dos 50 mil euros para renovar o ESCRITÓRIA da MAYOR: "Sou a Mayor, posso fazer o que quiser até o tribunal me dizer que não posso."
Mau? Nahhh.
"Sarah Palin foi nomeada 'Pessoa do Ano' pelo governo do Alasca." Uau, quem é mesmo a governadora? Mau? Nahhh.


Como tal, a meu ver Mccain perdeu aqui qualquer chance de ombrear com o candidato da mudança, Barack Obama.
"A falta que faz um Cunha Vaz" (para quem não sabe este senhor, o Dr. Cunha Vaz, tem uma empresa de consultores em comunicação, e já foi responsável por inúmeras listas ganhadoras como a de Menezes a Presidente do PSD ou a de Pacheco Pereira na Europa. Ah e também é meu vizinho). Já agora, se a empresa do dito quiser usar o slogan, estão há vontade. Vendo barato.


E é isto...
Para um regresso, chega. Não quero enjoar (ainda mais) o leitor. Como tal, assim me despeço. Até para o ano...

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Portugal a quanto obrigas...

É verdade que deixei o blog entregue às moscas, é verdade que não o devia ter feito, até porque sou o único a escrever aqui, mas não é menos verdade que a qualidade aumentou bastante desde a última vez que escrevi. Quando não escrevo, as visitas sobem em flecha. Bom sinal...
Indo direito ao tema que me retirou do auto-exílio, portugal empatou com a ALBÂNIA.
Mas, não fosse o empate um resultado já de si medíocre, acresce-se ainda o facto de ter sido contra a ALBÂNIA.
Ponhamos as coisas neste termos: dos 10 jogadores albaneses que acabaram o jogo, 9 estiveram ontem a terminar o restauro do Bom Jesus de Braga. Não querendo ser racista ao dizer isto, aquilo são atletas que, usando um eufemismo, não prestam (Se algum albanês por acaso ler este texto, o que duvido, ou porque não há Internet na ALBÂNIA - ok ok estou a exagerar, não há Internet em grande parte da ALBÂNIA-ou porque não percebe o português ou, simplesmente, porque não percebe nada de todo, sinta-se livre para demonstrar aqui todo o seu desagrado para com as minhas palavras) mas, como pedreiros são do melhor que há.
Por outro lado, os 11 futebolistas profissionais encartados que terminaram o jogo por Portugal conseguiram, sem se esforçar muito, um empate contra homens que passam o dia a acartar baldes de massa. É preciso coragem para os enfrentar e como tal, deixo desde já a minha mais sincera palavra de apreço para com os nosso heróis.
Antes que vocês, comentadores futebolisticos,venham dizer que "Ah e Tal era para ganhar porque os nosso futebolistas são dos melhores do mundo e coiso..." aviso desde já que, ao dizerem isso, torna-se visivel o vosso desconhecimento sobre jogar contra homens das obras.
O nosso seleccionador, sr. dr. prof. Carlos Queiroz, anda sempre a dizer que "Estamos a construir uma equipa". Pois bem, enquanto os tugas construem uma equipa os albaneses constroem duas equipas, 1 ponte e um T2 em Alfornelos. Só para verem o tipo de homens com quem lidámos, sem nunca sucumbir (muito).
Pensem antes de falar.

PS: Carta Aberta

"Sr. Dr. Prof. Queiroz, desejo-lhe as maiores felicidades para o seu futuro. Nunca esquecerei aquilo que fez por mim. Deu-me algumas das maiores felicidades da minha vida. Terá, para sempre, um lugar no meu coração.
Com carinho, Abazaj da Albânia."

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

3º Bloco Informativo - A rentrée (Para os curiosos, a resposta é Não, a Manuela Ferreira Leite também não veio a esta rentrée)

Jules Renard acreditava que "Os ausentes fazem sempre mal em voltar". Mas, sendo eu o único escritor deste blog, achei que neste caso o senhor Renard abriria certamente uma excepção na sua filosofia.
Sendo assim, regresso ao meu papel de observador, pedindo desde já desculpas pelo incómodo que estou a causar, mas prometendo ser o mais breve e directo possível.
Durante este mês de Agosto muita coisa se passou. Felizmente mantive-me desatento ao que no exterior se passou e venho hoje, de mente lavada, rastrear algumas das notícias que mais me interessaram na medida em que revelam o quão para lá do Controlo o mundo se encontra. Vamos então dar inicio ao 3º Bloco Informativo:

1ª - UE pede inquérito sobre Conflito no Cáucaso para apurar responsabilidades

Segundo o Público.PT, "A Alemanha e Itália, entre outros estados da União Europeia, pediram hoje a abertura de um inquérito para apurar culpas em relação ao episódio da Ossétia do Sul, que opõe a Geórgia e a Rússia. Para estes países só assim a UE poderá reforçar os laços com os dois países."
Concluindo, apontem o culpado que depressa se restabelecerá a ordem e a paz na Geórgia.
O caso é o seguinte:
A Ossétia do Sul tem, desde há muito, desejos separatistas que vão, obviamente, contra as ambições da Geórgia em manter o seu território unido. Para reprimir esta vontade de separação (que, afinal de contas, não é exclusiva dos casados de hoje em dia), o governo georgiano aproveitou o período de "paz olímpica" para "invadir" o SEU território e acabar de uma vez por todas com os anseios separatistas da Ossétia do Sul. Agora pergunta-se: Porque metem os Russos o bedelho em questões georgianas de politica interna? Ora bem, os russos, quais paladinos da independência, empenhados em estabelecer a paz e a ordem, invadem por sua vez a Geórgia para "defender" os interesses dos pobres Ossetianos (do Sul). E de caminho aproveitam e espalham o caos num país que se assumia cada vez mais como um concorrente ao petróleo russo.
Elucidem-me agora...a pergunta ainda é "Quem é o culpado"? Eu mudava-a para "Quem é o inocente?" Dá que pensar...
Já agora, a dita notícia refere também que "A Áustria e o Luxemburgo apoiaram também a ideia enquanto o Reino Unido afirma que sempre esteve a favor de uma investigação, principalmente para saber se os direitos humanos estão a ser respeitados."
A quem me souber explicar como se respeitam direitos humanos numa guerra, rogo que mo faça. Não compreendo como se respeitam direitos humanos com armas na mão. O presidente Georgiano (sem dúvida, nada inocente) já veio admitir que 90% das baixas são civis inocentes. Ao Reino Unido, sem investigar, diria que os direitos humanos não estão a ser respeitados, principalmente aquele que diz qualquer coisa como "direito à vida".



2ª - Pedroso será recebido "de braços abertos" pelos deputados socialistas

Gostaria de saber se, quando dizem "deputados socialistas", se referem a todos, no geral, ou só àqueles que não têm filhos...



3º - Linha da Tua:Empresa de manutenção garante que automotoras são das mais seguras da frota da CP.

O mais natural seria recorrer ao cliché popular do "Vê lá se não fossem", mas em vez de cair no trivial, vou antes invocar Nietzsche ao dizer "Há uma inocência na mentira que é o sinal da boa fé numa causa". Quero com isto dizer que a mentira da empresa de manutenção está repleta de boa fé. Claramente o objectivo da empresa é alertar-nos, sem no entanto romper com os laços que tem com a CP, para a insegurança das restantes automotoras, vincando que a do Tua (que patenteou a sua segurança há coisa de duas semanas ao descarrilar para uma ribanceira) é mais segura que as restantes. Fica o aviso, dos nossos bons amigos da empresa de manutenção. Agradeço desde já a sinceridade.


Até à próxima.

PS: Cuidado com as automotoras da CP. Elas andam por aí...

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

Fora de Controlo - Um balanço

Pois bem, deixei o Blogue às moscas e que resultado tive? As visitas aumentaram, o contador demonstra isso mesmo (mais de 1000) o que me leva a crer que, neste projecto de uma só pessoa, eu sou dispensável. O que me alegra bastante, uma vez que me posso orgulhar de ter criado um blogue que subsiste per se.
Mas voltando ao meu "balanço", o blog vai de vento em popa. A minha função aqui passa única e exclusivamente por não afugentar os visitantes que por aqui andam, a deleitarem-se com o facto de eu não escrever "muito" aqui, aproveitando todo e cada segundo do meu silêncio.
E, como prezo muitíssimo os meus visitantes, vou manter este silêncio até, pelo menos, amanhã, dia em que poderei (ou não) escrever qualquer coisita para diminuir um bocado este vendaval de pessoas que para aqui vai (um pequenino exagero fica sempre bem).

Até amanhã... ou não.

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

2º Bloco Informativo

Cá estou de volta, desta vez para retomar aquela rubrica que iniciei nas últimas férias e nunca mais retomei.
Sem mais delongas, apresento-vos o 2º Bloco Informativo do Fora de Controlo:



Notícia de Abertura - A Greve dos Camionistas

Pois é. Se o preclaro leitor tem andado informado sabe certamente daquilo que estou a falar.
Mas, para os que não saíram de casa ou por alguma razão não compraram jornais e/ou viram televisão, vou aproveitar para transcrever um texto do site movv.org que ajudará melhor a explanar o problema:

"Nos últimos dias temos assistido a um sem-parar de violações da lei, de direitos básicos individuais e de prepotências várias, sempre cometidos frente a membros da GNR e provocando nestes invariavelmente a maior das passividades. Falo da “greve selvagem” dos camionistas, decidida à revelia da própria ANTRAM e executada em plenas negociações com o Governo.

Nos telejornais multiplicam-se as imagens que dão contas de ameaças verbais e físicas a quem se atreva a não ter a mesma opinião e que tente “furar” a greve. Aqui e acolá, surgem relatos de violência física e de ameaças com armas brancas e não são raros os casos de vidros partidos e de danos vários nos camiões de quem não pense como os piquetes.

De permeio, tudo se faz para parar o País, bloqueando estradas e negando a terceiros as suas próprias liberdades individuais e de circulação e prejudicando financeiramente muitos pequenos comerciantes e proprietários de pequenas firmas de transportes, já que evidentemente somente as maiores empresas do ramo é que têm volume de negócios e de capital suficientes para suportar uma paragem de alguns dias. A tudo isto, a polícia - com ordens expressas do MAI - assiste impávida e serena, procurando não acirrar ainda mais os ânimos e para evitar uma ainda maior erosão das três votações que o PS enfrentará em 2009.

E Cavaco, quando questionado pelos jornalistas sobre estas massivas violações à Lei e à autoridade do Estado, sorri, seráfico e indiferente e diz que está ali para falar do “Dia da Raça”, como se esse ainda fosse o termo adequado… Não… Cavaco dando provas da sua piramidal ignorância e indiferença não leu o próprio site da Presidência: O dia 10 de Junho já não é (desde o Antigo Regime) o “Dia da Raça”, mas o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”.

P.S.: E já agora… Porque serão os meus impostos a ter que financiar estes senhores? Como se não estivessem já a fazer refletir os preços dos combustíveis nos preços dos fretes… E todas as outras atividades que também sofrem com a alta dos combustíveis? Não deveriam ter também “isenções” e “subsídios”? Ou serão terão aquelas que fizeram aplicar a “lei da rua” e colocar este medroso governo de joelhos, atemorizado com a hipótese da perda da maioria absoluta?"


Sei que não é usual eu transcrever assim um texto tão longo, mas penso que ele próprio faz o que eu pretendia fazer: uma crítica a esta embrulhada. Sendo assim, não estrago o efeito do comentário acima transcrito e avanço já para o próximo tema:

Desporto - Euro 2008

Outro dos temas mais discutidos do momento é sem dúvida a participação Portuguesa no Europeu. Apesar de até à data (minutos após a estrondosa vitória contra os checos), Portugal estar a ter uma participação impecável, já deu para identificar alguns aspectos menos positivos: os jornalistas portugueses. Aqui vem mais um ataque à classe jornalística pensam vocês. Acertaram. A toda a hora, em todos os canais, a cobertura ao Euro não pára. O que é bom por um lado, para sabermos como vai o espírito dos portugueses em relação à selecção e tal. No entanto, quando se observa recorrentemente a pergunta "Então e Portugal vai ganhar?" a portugueses que pagaram não só o bilhete para o jogo como, em muitos casos, também a viagem e a estadia na Suíça, percebemos que qualquer coisa vai mal no jornalismo português. Não sei se é falta de ideias, mas perguntar se uma equipa vai ganhar, a adeptos fanáticos dessa equipa parece-me o mesmo que perguntar ao Emplastro se gosta de aparecer na Televisão: perguntas cuja resposta já sabemos à partida. E se inequivocamente elas só servem para fazer passar a imagem cá para a nossa terrinha de que está tudo muito confiante, eu acredito (chamem-me louco), que se perguntassem a um Checo antes do jogo contra Portugal quem ganharia, ele diria sem qualquer dúvida "Čech získuje , do 2-0" (ou qualquer coisa como A República Checa ganha, 2-0). Não é só o Checo que é parvo por acreditar que nos ganharia. Também o jornalista é estúpido por fazer semelhante pergunta a um Checo. No entanto, não gostaria de terminar este texto sem defender também um pouco a classe jornalística portuguesa: acredito que não deve ser fácil fazer perguntas a portugueses, principalmente antes de jogos de futebol. É que ainda subsiste aquele mau hábito da cervejinha antes do jogo. O que leva a respostas como, e passo a citar:

"O meu jogador favorito da selecção nacional é o Rui Patrício"

Nesse momento, admito, tive vergonha em ser português. Nada contra o Rui Patrício. Mas também nada a favor. A menos que o velhote que proferiu esta necedade("acto ou dito do néscio" - estou sempre a aprender, benditos dicionários) seja um espanhol infiltrado. Mas não, o bigode cheio da mostarda do cachorro, a Sagres na mão, a barriga de cerveja a saltar da camisola Made In China da selecção cheia de nódoas de gordura, o olhar enevoado de quem já bebeu mais que a conta e ar feliz de quem vai ver a bola, revelam qualquer um como português dos quatro costados. Enfim , perdoe-se-lhe a tolice, afinal, quando o tema é a Selecção, tudo nos é permitido.




Domingo, 1 de Junho de 2008

Era o livrinho de reclamações fachavor...

Há uma altura nas nossas vidas em que temos que repensar o nosso percurso, alterar a nossa mentalidade e sobretudo, precisar o que vale ou não a pena passar para nos aguentarmos de pé nesta viagem só de ida em busca da felicidade.
Posto o cliché, concluo: de quem foi a m*rda da ideia de meter as Docemania a "cantar" (gostava de focar as aspas neste "cantar") no palco onde na noite anterior esteve uma das melhores bandas de sempre e certamente a melhor que já vi actuar, os Bon Jovi????


Faço um ponto prévio: as Docemania, para os mais distraídos (inteligentes?), são 4, vá lá, pitas, entre os 11 e 14, que se maquilham como se fossem para uma esquina qualquer, falam como se tivessem 20 anos, portam-se como se tivessem 11 (esperem lá, elas têm 11...) e "cantam" "êxitos" das Doce.
Para ficarem a conhecer melhor as peças, convido-vos a verem o seguinte vídeo:



Apresentações feitas, retomo o rumo da contestação: porquê convidar "aquilo" para "actuar" no maior palco do maior festival de Portugal? Porquê estragar o que estava a ser (Amys Winehouses à parte) um grande festival (quem viu os Bon Jovi só pode concordar)?
A treta de ser Dia da criança não pega, até porque há um espaço Kids no recinto do Rock in Rio onde se deixam os indesejáveis (digo, crianças) que atrapalham os concertos aos papás. Era lá que deviam enfiar estes 4 tumores com manias de estrela, enterrá-las com o seu público, na faixa 4-8 anos, e deixar o palco mundo para os que já deixaram de ver o Batatoon há mais de 6 meses.

As Docemania são exemplo de muita coisa que se faz de mal neste país: má música, má educação (a loira enganou-se a meio do concerto e, perante o gozo do público, reagiu da seguinte maneira (realço a maturidade e frieza da jovem de 11-14 anos): "Qué que foi nunca s'inganaram?". Palavras para quê?) e má gestão das finanças (querem apostar que houve degenerados a comprarem bilhetes de 50 euros só para levarem os filhos a ver as miudinhas?)

É melhor ficar-me pelas criticas às miúdas, apesar de também não perceber as presenças de Just Girls e 4 Taste no mesmo palco onde irão actuar Rod Stewart, Metallica e Linkin Park.
Quanto aos Tokio Hotel, nada digo. Uma banda que leva raparigas a hospedar-se debaixo de uma manta à porta do recinto que, só por acaso, é em CHELAS, apenas para ganharem a fila da frente numa merdice de concerto com transsexuais (desculpem a generalização - apenas o vocalista é transsexual. Ou hermafrodita. Ou um rapaz bastante efeminado. Bastante mesmo), merece todo o meu respeito.



Para terminar, retorno ao cliché do principio: será que vale a pena viver no mesmo mundo das Docemania e dos Tokio Hotel? Ou é melhor matá-los? Fica a pergunta. Meditemos...

Termino com uma mensagem do meu patrocinador, o Rock in Rio:


"Viu o concerto da Amy Winehouse? Já sabe, por um mundo melhor, não consuma drogas, não beba bebidas alcoólicas, não cante sem voz, não faça figuras tristes e acima de tudo não diga ao público que está a chorar de emoção porque o seu marido dealer vai sair da prisão. Diga que está a chorar de tristeza. Fica melhor. Ou não. Rock in Rio - Por um Mundo Melhor."

Depois e antes


Disclaimer

As opiniões acima explanadas inserem-se na politica politicamente (engraçada esta hein?) incorrecta deste blog, sendo apenas uma focalização exagerada do meu ponto de vista sobre os "casos" em estudo, neste caso (e cá está outro trocadilho, casos, caso, hehe) as "Docemania" e os "Tokio Hotel". Sendo assim, e para o caso de alguma dessas "bandas" (não resisti às aspas) querer mostrar o seu desagrado pelo que aqui está escrito (o que duvido uma vez que os Tokio Hotel não devem saber português e as Docemania não devem saber ler (pronto, pronto eu paro...) ), relembrem-se que o título do blog é Fora de Controlo e como tal neste blog não se cede a limitações a não ser àquelas que eu tenho a escrever. Espero com isto não ser alvo de nenhum processo judicial e/ou um par de lambadas.

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Sporting Clube da Portela vs. Futebol Clube do Penude


Ontem, dia 18 de Maio, fui ao estádio do Jamor ver um jogo de solteiros contra casados. Não posso dizer que não me diverti. Apesar de não apoiar nenhuma das equipas presentes, é sempre engraçado ver coisas mal feitas: é o meu lado infantil que está a falar...
O que mais gostei neste jogo entre o Portela e o Penude foi mesmo o... esperem, estão-me aqui a dizer que foi um Sporting - Porto... Isto assim é diferente, ganha toda uma nova dimensão de incapacidade. Então aquilo é que é um jogo entre o 1º e o 2º classificado do campeonato português?
Fraquito, fraquito... Os de azul jogaram tão mal que até fizeram os coxos dos verdes parecerem uma equipa de 1º divisão a sério. E isto é um feito.
Uma Taça de Portugal merecia mais. Mas não foram só aspectos negativos: as chuteiras do Miguel Veloso eram vermelhas. E, a acreditar no "Record", foi mesmo o filho do grande lateral-direito do Glorioso o melhor em campo. Isto diz tudo sobre o espectáculo. Aliás, falando em espectáculo, qual das equipas deu mais? Os verdes? Os azuis? Não meus amigos, quem mais contribuiu para a festa foi mesmo a equipa de vermelho, dita "de arbitragem", que soube animar as hostes tanto de um lado, como de outro.
E, apesar de todos este indícios cromáticos a apontarem para um e um só nome, o que mais se ouviu no estádio Nacional onde se disputava um SPORTING vs. PORTO foi mesmo a provocaçãozinha primária e reles aos benfiquistas com o entediante "Isto hoje não há cá Vermelho". Enganaram-se. Foi o que mais houve. Qualquer uma daquelas minorias, quando ganha qualquer coisa, apressa-se a trazer à baila o nome do Grande de Portugal, numa tentativa ridícula de comparar o incomparável, numa incauta tentativa de se aproximarem do Benfica.
O crédito que vos dou, é por ainda tentarem. A sério. Ganhem lá o que quiserem. Por exemplo, o Sporting já só está a 10 taças de Portugal de igualar o Glorioso. É meritório.


O escrito atrás pode parecer um texto de mau perdedor, despeitado pelo insucesso do seu clube nos últimos anos e com má-fé em relação aos "rivais".
Mas se virem bem não é.
Eu sou do Benfica. Logo, posso ser mau. Mas nunca perdedor.

PS: Gostaria de realçar a má memória portista. Olegário Benquerença, que tanto criticam por estes dias, é ainda o mesmo energúmeno que, há uns anos atrás, "tirou" um remate do Petit de dentro da baliza do Vítor Baía, hipotecando uma possível caminhada Gloriosa rumo ao título.
Lá diz a proverbial sabedoria popular "Muito esquece a quem não sabe". E estes portistas costumavam sabê-la toda...

Palavras para quê?

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Tenho muito respeito pelo povo cigano.

Terminando com o silêncio que amavelmente fiz sentir neste blog, regresso hoje ao meu prosaico espaçozinho crítico para, uma vez mais, comentar uma notícia que está hoje publicada no Público.Pt.
Informa-nos o dito artigo do desmantelamento de uma rede de trabalho escravo em Espanha. Até aqui, nada há a apontar. Lendo o artigo, percebemos que os "escravos" são portugueses. Mais uma vez, nada de especial. Quero dizer, incomoda-me saber de compatriotas a trabalhar sob condições desumanas mas não é por saber que são portugueses que a notícia ganha tanto relevo, mas sim por tomar conhecimento de que os exploradores são ciganos.
Que fique aqui claro, não tenho nada contra ciganos, a não ser que me assaltem um dia, nem me rejo por qualquer principio racista contra os ditos, a não ser por aquele que refere a mania demoníaca de se hospedarem nos hospitais onde têm familiares, fazendo dos quartos de hospital um acampamento estrepitante e da nossa condescendente paciência uma nervosa animosidade.
Fora isto, nada tenho contra ciganos, pelos quais nutro grande respeito.
Quero apenas demonstrar o meu apreço pelos escravos portugueses que, certamente relembrando o tratamento que aqui damos aos ciganos (relegados para feiras, afastados para os subúrbios, a jogarem no FC Porto, enfim , todo um leque de violências), quiseram fazer a diferença, demonstrando que, afinal, o povo português não é um povo racista.



No entanto, acho piada que por cá, quando se retira algum privilégio aos trabalhadores, estes se revoltem e façam greves mas em Espanha comam e calem. É sempre interessante observar que mantemos vivo aquele principio básico que qualquer mãe portuguesa digna desse nome incute no filho: "Em casa dos outros porta-te sempre bem". Portanto, em Portugal pode-se abandalhar, mas lá fora não, para não dar mau aspecto.
Acredito piamente que, em países avançados como a Suécia, a Noruega ou a Finlândia os pais tenham outro método de ensino muito mais eficaz, que previna uma futura escravidão às mãos de ciganos. Com todo o respeito claro.
Respeitarei sempre um cigano porque, lá diz o ditado (que acabei de inventar), "Por trás de um cigano, por mais pequeno que seja, está sempre a família inteira com pedras, paus e varas".

Viva o povo Cigano.

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

O caso Gisberta está fora de controlo...

Não sei se estão familiarizados com o caso Gisberta. Em todo o caso, explico-vos brevemente no que consiste: transexual, imigrante, sem-abrigo, seropositiva, toxicodependente, Gisberta é agredida com paus, pedras e pontapés por um grupo de rapazes, sendo posteriormente atirada a um poço. Isto sucedeu-se em Fevereiro de 2006.
O/A prendado/a senhor/a foi obviamente encontrada morta.
Como habitual, a célere justiça portuguesa concluiu o caso hoje com a condenação de Vítor S. que alegadamente viu o/a homem/mulher definhar até à morte, a 8 meses de prisão efectiva. Os restantes bandalhos, por serem menores, já tinham sido sujeitos a penas de 13 meses que já devem ter acabado neste momento.

Onde é que está a piada nisto tudo perguntam vocês?

Em vários pontos. Por exemplo:

No nome do transexual. Gisberta é uma escolha singular uma vez que, não sendo um nome dado pelos pais (sempre um fardo a carregar), suponho que tenha sido escolhido pelo implicado, o que nos sugere o gosto do individuo. Mas, para que não pensem que poderei estar apenas a discriminar o sujeito pelas suas preferências sexuais, desde já aviso que o estou a discriminar com base nos seus vícios.
Nomes à parte, é particularmente engraçado saber que neste país, por ser menor, posso pontapear, apedrejar, linchar, escalpelizar, esfaquear e até, se me der para isso, matar, que a consequência imediata são 13 meses de internamento tutelar. Imagino o quão desagradável devem ser estas instituições mas mesmo assim não me me sai da cabeça que há-de ser bem mais desagradável morrer à paulada. Mas isto sou eu que sou teimoso.
O tal de Vítor pecou ao deixar a Gisberta morrer sem avisar as autoridades. O juiz, e passo a citar o Público.PT, lamentou que o jovem Vítor S., agora com 18 anos, tivesse assistido impávido ao “definhar de um ser humano” motivado por uma “agressão selvática e desumana”. A sua culpa é, no entender do magistrado, “intensa” e “merecedora de censura ética elevadíssima”".
Tenho a certeza que o Gisberto também concorda com o senhor juiz que o rapaz que o viu "definhar" é totalmente merecedor de uma "censura ética elevadíssima".

Não querendo de modo algum invectivar o sistema judicial português, vejo-me obrigado a tecer duras criticas a certas decisões, como esta de sujeitar um rapaz sanguinário que viu uma pessoa morrer e se manteve impávido e sereno, a uma censura ética elevadíssima.
Acho que, pelo sangue frio demonstrado perante o que, imagino, terá sido a gritaria da Gisberta, espancada, no fundo de um poço, o jovem Vítor tem atenuantes que lhe proporcionariam escapar apenas com uma, vá, censura ética razoavelmente elevada.


Para além disso, aqui o Vítor e os colegas ainda demonstraram à sociedade que com um bocadinho de empenho (porque empurrar o moribundo para o poço ainda deve ter custado) é possível ser-se pior que um toxicodependente seropositivo que alia a isso a sempre meritória arte de pedir esmola. Dê-se crédito aos rapazes!